quinta-feira, 5 de novembro de 2009

By the way, para quem ainda não achou, a programação tá aqui.

Mais do Woody

Enquanto a mostra "A elegância de Woody Allen" nos decepciona a todos por ter uma sessão do último filme lançado do diretor apenas para convidados (buuuuuuuuuuu), já se vê no IMDB o título da obra ainda inacabada do diretor: You will meet a tall dark stranger, nome que certamente será muitíssimo mal traduzido para o português. O filme é com Naomi Watts, Josh Brolin, Anthony Hopkings e Antonio Banderas, nenhum dos quais eu me lembro de ter visto em outros filmes dele - refresquem minha memória, são tantos...
Esperemos.
E amanhã estarei na mostra do CCBB, mais notícias de lá!

sábado, 31 de outubro de 2009

A elegância de Woody Allen


Gente, cadê a programação da mostra? Quem tem? Vende por quanto? Eu querooooooooooo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tudo deu errado


Na boa, eu não tenho do que reclamar. Estou megaultrafeliz que Whatever Works vai passar agora em novembro no CCBB, numa mostra sobre Woody.
Dito, isso, vamos lá: gente, que tradução m. de título é essa?
Tudo pode dar certo? É sério mesmo? É provisório ou é definitivo??? Meu Deus, que tradução mais tosca. Que fosse "Qualquer coisa que der certo", "O que quer que funcione", "Tudo que servir" etc. Qualquer coisa é melhor que isso. Até porque o título em inglês passa loNNNNNNNNNNNNNge dessa conotação feliz e fofinha. É, ao contrário, de um conformismo meio pessimista.

Jesus, que injustiça, mas já era de se esperar, vejam comigo:

Annie Hall: Noivo neurótico, Noiva nervosa [Reparem que o título original nem precisava de tradução, é o nome da protagonista. E, de mais a mais, eles não são noivos no filme!]
Anything else: Igual a tudo na vida [eca]
Hollywood Ending: Dirigindo no escuro
Love & death: A última noite de Boris Grushenko [sem comentários]

Fala sério, o que que esses tradutores tem contra o melhor cineasta vivo? Olha que eu bato, hein...

Inclusão digital em grande estilo

É incrível como são pequenas as coisas que nos fazem sentir parte de um grupo, e como elas nos trazem um conforto imediato, uma sensação de possuir um lugar no mundo, um estranho e enternecedor acolhimento. Assim eu me sinto agora que finalmente aprendi a baixar minhas séries favoritas de tevê na internet. Sinto-me viva, participativa e, antes de tudo, uma pessoa do meu tempo. Finalmente não dependo mais da bondade de um ou outro amigo, nem da presteza da tevê a cabo. Sou então um ser humano livre e, dignificada por essa liberdade, deixo aqui os comentários ultra-atualizados sobre meus seriado prediletos:

  1. House – nessa sexta temporada os roteiristas parecem finalmente arquitetar uma mudança drástica no personagem principal, o médico genial e misantropo, que age normalmente de forma antiética, egocêntrica e mal humorada. Parece que House está no caminho do amadurecimento e da redenção, estabelecendo relações mais saudáveis com aqueles à sua volta. A grande questão é: como produzir essa transformação e não levar a série inevitavelmente a um fim? E outra: o charme do personagem resistirá a essa investida?

  2. The big bang theory – até o presente momento, a terceira temporada dessa comédia ligeira sobre nerds geniais os problemas de sua convivência em sociedade anda fraquinha, fraquinha. Eu continuo adorando, porque me identifico com a trama num âmbito pessoal (entendam como quiserem!), e espero que o melhor venha em breve.

  3. Dexter – bom, essa série se consolida como a melhor da tevê norte-americana nos tempos atuais, contando a estória de um serial killer que trabalha para a polícia de Miami, vivendo uma tumultuada “vida dupla”. O protagonista se casou no final na terceira temporada e, nessa quarta, tenta se equilibrar, entre as necessidades antigas e seu novo papel: o de pai e marido dedicado e compreensivo. Esse conflito revitalizou o seriado e o tornou ainda mais interessante.

    Agora que eu estou devidamente incluída nesse admirável mundo novo, manterei os boletins frescos. E que me avisem das novidades, que eu não vou mais buscar a pé, deixo baixando e vou dar uma volta...


sábado, 26 de setembro de 2009

Flashes de ocasião



I
Será que setembro é sempre o meu pior mês do ano em termos de dinheiro ou eu sofro de uma maldição que me impede de aproveitar por completo o Festival do Rio? É falta de grana, de carteirinha para pagar a sonhada meia entrada, de tempo e até um pé engessado... É, parece que o Festival do Rio e eu não combinamos.

II
Falando em Festival do Rio, onde está Whatever Works, o novo Woody Allen? Senti falta.

III
Falando em Woody Allen, agora não é mais apenas conjectura, ele VAI filmar no Brasil em 2010 ou 2011, um filme no estilo de Vicky Cristina Barcelona; os produtores vêm em breve para cá à procura de locações no Rio de Janeiro. E eu já tracei o meu plano: vou escrever uma simpática cartinha de apresentação e oferecer os meus serviços para trabalhar na produção, sem remuneração, em uma função qualquer – nem que seja servindo água e café, varrendo o set, desembaçando os óculos do diretor, qualquer coisa. Quem souber o e-mail do produtor brasileiro, me avise!


terça-feira, 25 de agosto de 2009

À deriva


À deriva, filme de Heitor Dhalia, atualmente em cartaz nos cinemas, é um triunfo absoluto. A obra do diretor de O cheiro do ralo explode em magníficas cores e é certamente o filme brasileiro mais bonito que eu vi na tela grande em diversos anos. A envolvente narrativa conta a estória de Filipa, uma adolescente de catorze anos que tem suas convicções abaladas quando é confrontada com o fato de que seu pai tem uma amante. Essa revelação transforma a relação da personagem com o universo que a cerca, que ela ainda desvela a cada dia, levada pelas revelações típicas da idade: a descoberta do sexo, da complexidade das relações amorosas, da humanidade cheia de erros e incoerências dos próprios pais.

No filme de Dhalia não é somente a beleza da trajetória da protagonista, a fotografia lindamente granulada, a qualidade da trilha sonora, as atuações excelentes – Debora Bloch está maravilhosa e parece ter sido pintada mesmo para o cinema; o francês Vincent Cassel, de O ódio, explora brilhantemente a ligação de Mathias com a filha e a mulher, muito à vontade em ambiente nacional – que me tocam profundamente. Há outros e mais pungentes fatores: a ligação edipiana de Filipa com o pai, o alcoolismo trágico da mãe, o cenário de Búzios, um paraíso tão familiar para mim e que aqui é explorado em todo o seu vigor. Além disso, o plano em que Mathias e Filipa se abraçam com as ondas se unindo ao fundo, pai e filha se reencontrando no amor indissolúvel, já entrou na minha lista das tomadas mais inspiradas dos anos 2000.


Se a trama se assemelha ao neozelandês Chuva de verão é apenas para suplantá-lo em força dramática. Navegando sem destino certo, em meio a um casamento alquebrado, desejos sufocados e muitas e ocultas verdades, Filipa permanece à deriva nesse louco e sempre desconhecido mundo, em que a inocência é naturalmente efêmera. E nós flutuamos ao seu encontro, extasiados.