quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Mais do Woody
Esperemos.
E amanhã estarei na mostra do CCBB, mais notícias de lá!
sábado, 31 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Tudo deu errado

Dito, isso, vamos lá: gente, que tradução m. de título é essa? Tudo pode dar certo? É sério mesmo? É provisório ou é definitivo??? Meu Deus, que tradução mais tosca. Que fosse "Qualquer coisa que der certo", "O que quer que funcione", "Tudo que servir" etc. Qualquer coisa é melhor que isso. Até porque o título em inglês passa loNNNNNNNNNNNNNge dessa conotação feliz e fofinha. É, ao contrário, de um conformismo meio pessimista.
Jesus, que injustiça, mas já era de se esperar, vejam comigo:
Annie Hall: Noivo neurótico, Noiva nervosa [Reparem que o título original nem precisava de tradução, é o nome da protagonista. E, de mais a mais, eles não são noivos no filme!]
Anything else: Igual a tudo na vida [eca]
Hollywood Ending: Dirigindo no escuro
Love & death: A última noite de Boris Grushenko [sem comentários]
Fala sério, o que que esses tradutores tem contra o melhor cineasta vivo? Olha que eu bato, hein...
Inclusão digital em grande estilo
É incrível como são pequenas as coisas que nos fazem sentir parte de um grupo, e como elas nos trazem um conforto imediato, uma sensação de possuir um lugar no mundo, um estranho e enternecedor acolhimento. Assim eu me sinto agora que finalmente aprendi a baixar minhas séries favoritas de tevê na internet. Sinto-me viva, participativa e, antes de tudo, uma pessoa do meu tempo. Finalmente não dependo mais da bondade de um ou outro amigo, nem da presteza da tevê a cabo. Sou então um ser humano livre e, dignificada por essa liberdade, deixo aqui os comentários ultra-atualizados sobre meus seriado prediletos:
House – nessa sexta temporada os roteiristas parecem finalmente arquitetar uma mudança drástica no personagem principal, o médico genial e misantropo, que age normalmente de forma antiética, egocêntrica e mal humorada. Parece que House está no caminho do amadurecimento e da redenção, estabelecendo relações mais saudáveis com aqueles à sua volta. A grande questão é: como produzir essa transformação e não levar a série inevitavelmente a um fim? E outra: o charme do personagem resistirá a essa investida?
The big bang theory – até o presente momento, a terceira temporada dessa comédia ligeira sobre nerds geniais os problemas de sua convivência em sociedade anda fraquinha, fraquinha. Eu continuo adorando, porque me identifico com a trama num âmbito pessoal (entendam como quiserem!), e espero que o melhor venha em breve.
Dexter – bom, essa série se consolida como a melhor da tevê norte-americana nos tempos atuais, contando a estória de um serial killer que trabalha para a polícia de Miami, vivendo uma tumultuada “vida dupla”. O protagonista se casou no final na terceira temporada e, nessa quarta, tenta se equilibrar, entre as necessidades antigas e seu novo papel: o de pai e marido dedicado e compreensivo. Esse conflito revitalizou o seriado e o tornou ainda mais interessante.
Agora que eu estou devidamente incluída nesse admirável mundo novo, manterei os boletins frescos. E que me avisem das novidades, que eu não vou mais buscar a pé, deixo baixando e vou dar uma volta...
sábado, 26 de setembro de 2009
Flashes de ocasião
Será que setembro é sempre o meu pior mês do ano em termos de dinheiro ou eu sofro de uma maldição que me impede de aproveitar por completo o Festival do Rio? É falta de grana, de carteirinha para pagar a sonhada meia entrada, de tempo e até um pé engessado... É, parece que o Festival do Rio e eu não combinamos.
II
Falando em Festival do Rio, onde está Whatever Works, o novo Woody Allen? Senti falta.
III
Falando em Woody Allen, agora não é mais apenas conjectura, ele VAI filmar no Brasil em 2010 ou 2011, um filme no estilo de Vicky Cristina Barcelona; os produtores vêm em breve para cá à procura de locações no Rio de Janeiro. E eu já tracei o meu plano: vou escrever uma simpática cartinha de apresentação e oferecer os meus serviços para trabalhar na produção, sem remuneração, em uma função qualquer – nem que seja servindo água e café, varrendo o set, desembaçando os óculos do diretor, qualquer coisa. Quem souber o e-mail do produtor brasileiro, me avise!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
À deriva

No filme de Dhalia não é somente a beleza da trajetória da protagonista, a fotografia lindamente granulada, a qualidade da trilha sonora, as atuações excelentes – Debora Bloch está maravilhosa e parece ter sido pintada mesmo para o cinema; o francês Vincent Cassel, de O ódio, explora brilhantemente a ligação de Mathias com a filha e a mulher, muito à vontade em ambiente nacional – que me tocam profundamente. Há outros e mais pungentes fatores: a ligação edipiana de Filipa com o pai, o alcoolismo trágico da mãe, o cenário de Búzios, um paraíso tão familiar para mim e que aqui é explorado em todo o seu vigor. Além disso, o plano em que Mathias e Filipa se abraçam com as ondas se unindo ao fundo, pai e filha se reencontrando no amor indissolúvel, já entrou na minha lista das tomadas mais inspiradas dos anos 2000.
Se a trama se assemelha ao neozelandês Chuva de verão é apenas para suplantá-lo em força dramática. Navegando sem destino certo, em meio a um casamento alquebrado, desejos sufocados e muitas e ocultas verdades, Filipa permanece à deriva nesse louco e sempre desconhecido mundo, em que a inocência é naturalmente efêmera. E nós flutuamos ao seu encontro, extasiados.

